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Projeto Arara Azul

O Brasil ocupa o primeiro lugar em mega diversidade: possui entre 15 e 20% do total de espécies da Terra, sendo 20-22% de espécies de plantas, cerca de 10% de anfíbios e mamíferos e 17% das aves do planeta. Em relação aos Psitacídeos é o país mais rico, com 72 espécies, sendo algumas delas endêmicas. Com relação à conservação da biodiversidade, a situação não é das melhores devido à perda de habitat e descaracterização dos biomas principais.

O Projeto Arara Azul é um exemplo positivo da conservação no Brasil que nasceu de uma iniciativa pessoal e vem sendo realizado ininterruptamente desde 1990 com o apoio de várias instituições, empresas e ONG´s. Ele foi criado com o objetivo de estudar a biologia e ecologia da arara azul, (Anodorhynchus hyacinthinus), em seu ambiente natural.

Desde o início já foram realizados estudos sobre a biologia, ecologia, comportamento, genética, conservação, sanidade, nutrição e foram instaladas centenas de caixas-ninhos artificiais. Mais recentemente, foram desenvolvidas técnicas de manejo de ninhos naturais e artificiais, bem como o manejo de ovos e filhotes para aumentar o sucesso reprodutivo da espécie na natureza.

Com o Projeto, a arara azul passou a ser utilizada como uma bandeira para a conservação da biodiversidade e obteve-se muitos resultados positivos. No início do projeto a população de araras azuis no pantanal era estimada em 1500, hoje são mais de 5000. Ela não só está aumentando, como também expandindo para locais onde não mais ocorria. Os fazendeiros estão interessados na preservação dos locais de nidificação das araras azuis, o que acaba beneficiando outros psitacídeos, como as araras vermelhas (Ara chloroptera), maracanãs-de-colar (Primolius auricollis), e outras 17 espécies de aves que ocupam os mesmos ninhos.

Além das atividades de campo, o projeto aborda um outro aspecto da conservação, que é a educação ambiental e conscientização do público em geral. Desta forma, a população humana está mais atenta, informada e faz denúncia contra o tráfico de animais silvestres. Isso ocorre com a distribuição de material informativo (folders), divulgação em revistas, jornais, vídeos e palestras científicas para o público leigo. Como resultado a comunidade em geral tem apoiado e participado dos processos de conservação, tornando-se mais preocupada com as questões ambientais.

O Instituto Arara Azul já recebeu dezenas de estagiários e voluntários, do Brasil e exterior, que foram treinados nas atividades de campo e hoje realizam outros projetos no país. Houve a publicação de dezenas de trabalhos científicos em livros, artigos e congressos no Brasil e exterior. Desde 2006, pequenos grupos podem acompanhar as atividades do Projeto Arara Azul, como parte de um programa experimental de ecoturismo.